Ainda sobre o desequilibro das contas

As contas estão em desequilíbrio crescentes e a urgência de medidas que tomem curso para, assim, o ajuste fiscal seja feito, e de certa m...

Qual a saída?
As contas estão em desequilíbrio crescentes e a urgência de medidas que tomem curso para, assim, o ajuste fiscal seja feito, e de certa maneira é o melhor que temos.

A observação do que se pratica no resto do mundo também reforçou as dúvidas sobre a conveniência, sobretudo social, de controlar gastos apenas pela limitação de seu crescimento em termos reais. A correção do volume de despesas pela inflação, de fato, só é – ou foi – adotada por 16% dos países que, segundo levantamento do FMI publicado em 2015, desde 1985 aplicam algum sistema de controle de gastos. Pode-se prever que, se a economia voltar a crescer e, com ela, a arrecadação pública se recuperar, a pressão para rever o mecanismo de controle pela inflação tenderá a aumentar.

Mais corremos o risco de  termos um lado mais peverso ( ou oculto) é também deixar mais evidente que, ao concentrar a correção dos desequilíbrios no corte de gastos, deixando de lado a reversão de “gastos tributários”, derivados de desonerações e isenções fiscais, penaliza as camadas mais pobres – justamente as mais dependentes das despesas públicas.

Apesar de criticos ferrenhos julgarem o todo perverso, certas adaptações (como o tempo de vigência)  pode ser o lenitivo que a "doente economia terminal"  saia da UTI e possa se recuperar a tempo de sobreviver.

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terça-feira, 18 de outubro de 2016

Ainda sobre o desequilibro das contas

Qual a saída?
As contas estão em desequilíbrio crescentes e a urgência de medidas que tomem curso para, assim, o ajuste fiscal seja feito, e de certa maneira é o melhor que temos.

A observação do que se pratica no resto do mundo também reforçou as dúvidas sobre a conveniência, sobretudo social, de controlar gastos apenas pela limitação de seu crescimento em termos reais. A correção do volume de despesas pela inflação, de fato, só é – ou foi – adotada por 16% dos países que, segundo levantamento do FMI publicado em 2015, desde 1985 aplicam algum sistema de controle de gastos. Pode-se prever que, se a economia voltar a crescer e, com ela, a arrecadação pública se recuperar, a pressão para rever o mecanismo de controle pela inflação tenderá a aumentar.

Mais corremos o risco de  termos um lado mais peverso ( ou oculto) é também deixar mais evidente que, ao concentrar a correção dos desequilíbrios no corte de gastos, deixando de lado a reversão de “gastos tributários”, derivados de desonerações e isenções fiscais, penaliza as camadas mais pobres – justamente as mais dependentes das despesas públicas.

Apesar de criticos ferrenhos julgarem o todo perverso, certas adaptações (como o tempo de vigência)  pode ser o lenitivo que a "doente economia terminal"  saia da UTI e possa se recuperar a tempo de sobreviver.

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