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sábado, 14 de julho de 2018

Amônia - um combustível renovável feito de sol, ar e água

julho 14, 2018 0
Amônia - um combustível renovável feito de sol, ar e água



Amônia poderia alimentar o planeta sem carbono

As paisagens antigas e áridas da Austrália são um terreno fértil para um novo crescimento, diz Douglas MacFarlane, químico da Universidade Monash, em Melbourne: vastas florestas de moinhos de vento e painéis solares. 

Mais luz solar por metro quadrado atinge o país do que qualquer outro, e fortes ventos agitam suas costas sul e oeste. Tudo dito, a Austrália possui um potencial de energia renovável de 25.000 gigawatts, um dos mais altos do mundo e cerca de quatro vezes a capacidade instalada de produção de eletricidade do planeta. 

No entanto, com uma população pequena e poucas maneiras de armazenar ou exportar a energia, sua abundância renovável é amplamente inexplorada.É aí que entra MacFarlane. 

Nos últimos 4 anos, ele vem trabalhando em uma célula de combustível que pode converter a eletricidade renovável em um combustível livre de carbono: a amônia. Células de combustível normalmente usam a energia armazenada em ligações químicas para produzir eletricidade; MacFarlane opera ao contrário. 

Em seu laboratório no terceiro andar, ele mostra um dos dispositivos, mais ou menos do tamanho de um disco de hóquei e revestido de aço inoxidável. Dois tubos de plástico em sua parte traseira alimentam gás nitrogênio e água, e um cabo de alimentação fornece eletricidade. 

Através de um terceiro tubo em sua frente, ele exala silenciosamente a amônia gasosa, tudo sem o calor, a pressão e as emissões de carbono normalmente necessárias para produzir a substância química. "Isso é respirar nitrogênio e respirar amônia", diz MacFarlane, sorrindo como um pai orgulhoso.

Empresas em todo o mundo já produzem 60 bilhões de dólares em amônia a cada ano, principalmente como fertilizante, e o aparato de MacFarlane pode permitir que eles o tornem mais eficiente e limpo. 

Mas ele tem ambições de fazer muito mais do que ajudar os agricultores. Ao converter a eletricidade renovável em um gás rico em energia que pode ser facilmente resfriado e espremido em um combustível líquido, a célula de combustível de MacFarlane engarrafa efetivamente a luz solar e o vento, transformando-os em uma commodity que pode ser transportada para qualquer lugar do mundo e convertida em eletricidade ou energia. gás hidrogênio para alimentar veículos com célula de combustível. 

O gás que borbulha da célula de combustível é incolor, mas ambientalmente, diz MacFarlane, a amônia é tão verde quanto possível. "A amônia líquida é energia líquida", diz ele. "É a tecnologia sustentável que precisamos."

Fonte: Science

segunda-feira, 9 de julho de 2018

O time do sonhos na Copa do Mundo

julho 09, 2018 0
O time do sonhos na Copa do Mundo
Kane é o principal jogador da Inglaterra e do Tottenham - ANDREW COULDRIDGE / Reuters
Imagine um time dos sonhos?? Lógico que vocês pensará no seu clube do coração, eu pensarei no meu, e mesmo assim não teremos times como os  que estão na matéria abaixo. A diferença : eles investem bilhões de dólares e tem donos multi-bilionários, afinal são "clubes-empresa", por amor só ficaremos no sonho, o que ninguém gostaria de ver o Harry Kane, atual goleador da copa no seu time? 

Entre as quatro seleções que estão nas semifinais da Copa do Mundo, nove jogadores atuam pelo Tottenham. Assim, o clube inglês é o que possui o maior número de atletas representando os quatro melhores times do Mundial. Em seguida, aparecem o Manchester City e Manchester United.


Os nove jogadores do Tottenham são: Hugo Lloris, goleiro capitão da França; Alderweireld, Vertonghen, zagueiros titulares da Bélgica; Dembelé, volante reserva da Bélgica; e os ingleses Kieran Trippier, Dele Alli y Harry Kane, todos titulares, além dos reservas Dier e Rose. Assim, somente a Croácia não tem jogadores que atuam no Tottenham.

O Manchester City, que foi o clube que mais cedeu jogadores à Copa (16), continua representado por sete jogadores: Stones, Walker, Delph, Sterling, De Bruyne, Kompany e Mendy. O Manchester United também possui sete atletas nas semis: Young, Lingaard, Rashford, Phil Jones, Pogba, Lukaku, Fellaini. Atrás, estão Chelsea e Liverpool, o que mostra a força da Premier League, liga que mais forneceu jogadores ao torneio (124).

Entre os quatro semifinalistas, há 40 atletas da Premier League, 12 da Espanha, 11 da França e sete da Itália e da Alemanha.




segunda-feira, 18 de junho de 2018

Copa do Mundo, evolução dos negócios e da corrupção

junho 18, 2018 0
Copa do Mundo, evolução dos negócios e da corrupção

Crescimento da Copa como negócio atraiu a corrupção

Direitos de transmissão transformaram torneio em maior fonte de receita da Fifa e foram desviados por cartolas.


Em 1954, a recém-criada Eurovisão, rede inglesa de TV, quis exibir alguns jogos do Mundial da Suíça e pagou à Fifa, em valores atualizados pela inflação, US$ 23,3 mil (R$ 85,6 mil) para fazer as primeiras transmissões ao vivo da história das Copas.

O acerto deu início à bola de neve que se tornou o valor das negociações de direitos de transmissão do Mundial, hoje a principal fonte de renda da Fifa com o torneio.

A entidade faturou US$ 6,3 milhões (R$ 23 milhões) com o torneio suíço, segundo Max Gehringer em sua obra "A Grande História dos Mundiais", escrita após pesquisa em jornais da época.

Sessenta anos depois, no Mundial de 2014, no Brasil, a entidade arrecadou US$ 5,1 bilhões (R$ 18,7 bilhões) com o Mundial. Desse total, US$ 3,2 bilhões (R$ 11,8 bilhões) foram oriundos da venda de direitos de transmissão do evento.

O volume de dinheiro movimentado no Mundial, cada vez maior, é resultado do crescimento da competição.

Primeiro, graças ao aumento do número de participantes. Em 1982, o torneio passou a ter 24 seleções em vez de 16. Desde de 1998 é disputado por 32 seleções. A partir de 2026, a competição passará a ter 48 equipes.

Segundo, devido a expansão geográfica das sedes. Antes de chegar à Ásia em 2002, com o Mundial da Coreia do Sul e do Japão, os EUA receberam pela vez a competição em 1994.

Neste século, além da Ásia, a Copa chegou à África e voltou à América do Sul após mais de 35 anos.

Se todos esses dados explicam o faturamento bilionário da dona da Copa, também mostram como a entidade abriu suas portas para a corrupção. Para ser mantido, o padrão Fifa precisa de governos e do setor privado.

"A grande corrupção no futebol começou com a cobertura televisiva e a oportunidade de atrair patrocinadores", diz Bruce Bean, professor de Direito da Universidade do Estado de Michigan (EUA).

De acordo com a Justiça dos EUA, os contratos de direitos de transmissão e de marketing da Fifa alimentavam negociações escusas entre cartolas e empresários.

As empresas que intermediavam as vendas dos torneios para redes de televisão e patrocinadores pagavam propina aos dirigentes esportivos, revelaram as investigações. Em troca, os cartolas facilitavam os negócios entre a Fifa e as corporações envolvidas.

Para o especialista em grandes entidades internacionais, dados indicam aumento dos casos de corrupção relacionados aos Mundiais a partir de 1974, na Alemanha.

A popularidade adquirida pela competição também tornou-a objeto de desejo de países que buscam aumentar seu prestígio no cenário geopolítico internacional, casos de Brasil, Rússia e Qatar -sedes das Copas do Mundo de 2014, 2018 e 2022, respectivamente.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

A propaganda de detergente que Meghan Markle conseguiu mudar aos 11 anos

maio 25, 2018 0
A propaganda de detergente que Meghan Markle conseguiu mudar aos 11 anos
A atriz americana Meghan Markle, (atual Duquesa de Sussex)  teve sua primeira experiência feminista aos 11 anos. 

Foi nessa idade que ela escreveu uma carta em que defendia a igualdade de gênero.


Em uma conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) em 2015, em que começou seu discurso dizendo ter orgulho de ser "uma mulher e feminista", a noiva do príncipe Harry contou que estava na escola, em Los Angeles, quando viu na TV uma propaganda de detergente. A peça comercial da Procter & Gamble dizia que todas as mulheres da América estavam "lutando" contra panelas e frigideiras engorduradas.

"Dois garotos da minha classe disseram: 'É isso! É onde as mulheres pertencem, à cozinha", contou Meghan, que é embaixadora da ONU Mulheres e atua em campanhas por direitos das mulheres. "Me lembro de ter ficado chocada e com raiva, além de magoada. Aquilo apenas não era certo e algo precisava ser feito."

Ela então chegou em casa e contou ao pai, o diretor de fotografia Thomas Markle, que a incentivou a escrever cartas sobre o que ela estava sentindo.
Pequena ativista

A garota então decidiu enviar à empresa as cartas em que descrevia o que havia acontecido e pedia para que o comercial fosse mudado. Ela enviou as mensagens para a primeira-dama americana àquela época, Hillary Clinton, para a famosa advogada defensora de direitos das mulheres Gloria Allred e para a apresentadora de programa infantil Linda Ellerbee, além da fabricante do detergente.

Fonte: BBC



terça-feira, 24 de abril de 2018

O líder, o mentor e o papel de cada um

abril 24, 2018 0
O líder, o mentor e o papel de cada um
mentores
Ambos são papéis positivos e importantes para as organizações que sabem que, mais importante que seus produtos, serviços, diferenciais e tecnologia, são as pessoas.

O líder é pura inspiração, é referência. É aquele que se destacou no grupo de colaboradores e, naturalmente, passou a exercer uma influência sobre essas pessoas.

O líder passa confiança, sabe por quê? Porque ele tem coerência entre o discurso e a prática. Com ele, não tem essa de “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”. É por isso que ele tem uma admiração espontânea.

Tente se lembrar de um grande líder da história. Todos tinham um objetivo e perseveraram. Foram adiante apesar das adversidades, conquistaram apoio ao longo do caminho. Colecionaram conquistas. E muitos admiradores!

Não é raro ouvirmos, nos corredores da empresa, um colaborador falando assim de seu líder: “Quando eu ‘crescer’, quero ser como ele”.

O mentor – Há também uma outra figura igualmente importante e estratégica na minha visão: o mentor. Ele não precisa ser um líder. Basta que tenha a experiência suficiente para servir de catalisador àqueles que carecem de amadurecimento e maturidade profissionais.

Estabelece com o mentorando uma relação individual, levando em conta as vivências, necessidades e objetivos daquela pessoa em especial. Promoverá reflexões, provocará discussões, sempre tendo em mente a evolução daquele que está sob seus ‘olhos’.

O líder também pode ser um mentor. Ou ter momentos em que atua como mentor. Na verdade, o rótulo nem é tão importante. Importante mesmo é ter a sensibilidade para reconhecer, no momento certo, se é preciso ser líder de um grupo ou o mentor de um talento que faz parte de planos sucessórios.

Líder e mentor. Dois papéis positivos e importantes para as organizações que sabem que, mais importante que seus produtos, serviços, diferenciais e tecnologia, são as pessoas. E me arrisco a dizer que as empresas vencedoras – com chances de se perpetuar no mercado - são aquelas que dão valor à sua gente.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Grafeno pode ser a próxima revolução nas baterias de celulares e carros

abril 16, 2018 0
Grafeno pode ser a próxima revolução nas baterias de celulares e carros
revolução do futuro
A descoberta do grafeno causou euforia, mas só agora, dez anos depois, os primeiros avanços derivados do material começam a aparecer

Lembra-se do grafeno? O avançado material — composto de uma rede de átomos de carbono — pode estar pronto para um retorno, ainda que um mais calmo. Quem diz isso é Julia Attwood, analista da Bloomberg New Energy Finance (BNEF), em uma apresentação na Cúpula do Futuro da Energia do BNEF, semana passada. Pesquisadores estão estudando maneiras de usar o grafeno em baterias. 

O material tem potencial para aumentar significativamente o desempenho dessa tecnologia tão necessária.

Super leve, eficiente condutor de calor e eletricidade e, grama a grama, mais forte que o aço, o grafeno estava em alta cerca de uma década atrás. Em 2010, os cientistas que primeiro o extraíram ganharam o Prêmio Nobel de Física. “A rede atômica perfeita”, disse o anúncio.

Fama e fortuna se seguiram. Muito dinheiro foi injetado, os pedidos de patentes dispararam e surgiram esperanças de que o grafeno poderia mudar tudo, de eletrônicos a compostos de fibra de carbono para biotecnologia. Então, tão rápido quanto a euforia apareceu, ela desacelerou na medida em que a cadeia de suprimentos se mostrou complexa e o material, muito caro para se produzir.

“O grafeno deveria ser tudo”, disse Attwood, analista de tecnologias emergentes, em entrevista. “Ele realmente sofre porque pessoas acham que não está cumprindo o seu potencial, o que não é bem verdade”.

Embora o grafeno ainda não esteja pronto para o seu grande momento — por um lado, ainda é muito caro para processar —, pesquisadores avançaram silenciosamente a tecnologia nos últimos anos e estão começando a fazer incursões no armazenamento de energia. Nesse campo, o material pode ajudar os fabricantes de baterias — que já investiram bilhões de dólares em técnicas de produção em massa destinadas a cortar custos — a alcançarem novas melhorias tanto no tempo de carregamento quanto na capacidade de armazenamento.

Em novembro, o Instituto Avançado de Tecnologia da Samsung anunciou que seus pesquisadores desenvolveram uma “esfera de grafeno”, um material que permitiria que as baterias de íons de lítio carregassem cinco vezes mais rápido e tivessem 45% a mais de capacidade. Isso, por si só, poderia ter grande impacto tanto na eletrônica de consumo quanto na indústria automotiva.

“As pessoas estão preocupadas com a comparação de encher o tanque de gasolina e carregar a bateria do seu carro”, disse Attwood. “De repente, isso não é um problema, porque você só tem que parar por 10 minutos e pode tirar mais 300, 500 km do seu carro.”

Dada a loucura em torno do grafeno na última década, ele também oferece um estudo de caso único sobre como as startups em tecnologias emergentes podem resistir a um interesse público inconstante. 

Uma empresa, a Skeleton Technologies, da Estônia, concentrou-se no armazenamento de energia — “uma indústria que precisa de inovação a qualquer custo”, diz Attwood. Outra empresa, a Applied Graphene Materials, levantou US$ 18 milhões em uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). “O preço das suas ações caiu muito, mas eles já são um nome estabelecido na indústria e estão prontos para surfar no ressurgimento do grafeno”, disse Attwood.

Um dia, o grafeno poderá proporcionar todo tipo de dispositivos modernos e descolados — de celulares flexíveis a revistas que se conectam à internet. Até lá, provavelmente continuará melhorando as coisas de maneira discreta, muito diferente de seu momento de destaque de dez anos atrás.

“Na verdade, gosto que isso mude muitas coisas sem que percebamos”, disse Attwood. “Isso é o que um bom material é. Não deveria ser óbvio em suas melhorias. Deveria ser parte do mobiliário, literalmente.”