segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Viagem sem fim

novembro 13, 2017
Pois estamos em um mar com águas turbulenta, com o nosso barquinho que enfrenta piratas e tubarões, entre a voracidade do poder público que nos toma tudo na forma de impostos, e a fragilidade das instituições que estão inseguras, então estão radicalizando, tentando canibalizar quem deles discorda.


São tempos tristes, em que a truculência e a falta de respeito impera… até penso que voltamos (se algum dia saímos) da idade medieval… Vale a lei do mais forte e “Você sabe com quem está falando??”

Nada nos permite acreditar que exista calmaria ali à frente..

Matar um leão por dia não mais nos garante nada e daqui para frente, vai faltar leões (ou serão superfaturados).

Será que cairemos mais uma vez, na farsa do “salvador da pátria” quando na realidade ele são salvadores de si próprios?

Dias duros pela frente…

sábado, 4 de novembro de 2017

7 dicas para melhorar a gestão da sua empresa e aumentar a produtividade

novembro 04, 2017
Um dos principais vilões da produtividade em uma organização é o retrabalho

Entregar cada vez mais com menos recurso tem sido um mantra adotado e repetido pela maioria das empresas brasileiras. Porém, à primeira vista, pode parecer contraditório ter uma gestão baseada em redução de custos e aumento de produtividade, sem perder a qualidade de serviços oferecidos.

O segredo para otimizar a estrutura organizacional e garantir uma gestão eficiente dos negócios está na adoção de algumas práticas simples de serem implementadas, seja em Centros de Serviços Compartilhados (CSC) ou em outras áreas administrativas. Para isso, sugiro aplicar metodologias de combate aos sete principais fatores que podem comprometer a produtividade em qualquer empresa.

São eles:

1. Retrabalho

Um dos principais vilões da produtividade em uma organização é o retrabalho. Suas causas podem ser diversas, porém as mais frequentes estão relacionadas às interfaces da área com seus clientes internos e externos, como o recebimento de solicitações em duplicidade, com dados incompletos ou sem a documentação necessária. Fato que pode ser amenizado ao estabelecer regras para solicitar novas demandas, como a criação de formulários com campos de preenchimento obrigatório, a recusa de solicitações incompletas e a definição de prazos limite para as mesmas.

2. Interferências

Estima-se que é necessário entre cinco e dez minutos para retomar a concentração após uma interrupção. As interferências não se resumem a telefonemas e e-mails, mas envolvem também chats e aplicativos de mensagens instantâneas que atrapalham e geram improdutividade, além de aumentar o índice de erros nas atividades. Uma saída segura é adotar um modelo de atendimento que permita organizar e controlar o recebimento de demandas de forma centralizada, “blindando” o restante da equipe das interrupções.

3. Demandas esporádicas ou sem sinergia

Um dos principais desafios de quase todas as empresas é cumprir prazos diferentes para demandas que envolvem diversas áreas e pessoas, o que aumenta a complexidade na gestão e exige uma maior disponibilidade da equipe em possíveis picos. A definição de prazos e cronogramas pré-estabelecidos permitem equalizar este timing e gerar sinergia no processamento das atividades. Estabelecer uma data fixa para o pagamento e dias fixos de contratação são bons exemplos. A consolidação de demandas aumenta a sua previsibilidade e facilita a alocação do time, podendo, inclusive, evitar a necessidade de horas extras excessivas.

4. Burocracia ou atividades desnecessárias

Como o tempo, alguns processos de rotina podem se tornar obsoletos. É o caso do uso de documentos criados para uma necessidade específica e que já não têm mais sentido, a realização de conferências que já são garantidas por sistemas de TI ou a geração de relatórios customizados, que deixaram de ser utilizados. É preciso revisar constantemente os processos para identificar atividades que possam ser eliminadas ou simplificadas.

5. Atividades manuais

Um dos fatores com maior impacto na produtividade são as atividades manuais, muitas vezes decorrentes do uso de diversos sistemas legados, “herdados” de áreas descentralizadas.

Para cada necessidade de negócio, há soluções de automação de processos diferentes, como soluções de BPMs (Business Process Management), Sistemas de Gestão (ERP), entre outras, podendo trazer resultados mais imediatos ou mudanças estruturais mais complexas. Uma tecnologia que vem se tornando uma tendência é a automação de processos via RPA (Robotic Process Automation). Funciona como um assistente virtual que imita atividades realizadas por um humano, automatizando tarefas manuais e repetitivas. O RPA permite uma rápida automação das atividades a um baixo custo de implementação.

6. Ociosidade

É comum observarmos que o trabalho se expande para ocupar todo o tempo disponível. Para avaliar se o volume da demanda está adequado à quantidade de recursos de mão de obra, é necessário avaliar a produtividade individual de cada colaborador. Nas atividades com maior volume, uma boa opção é o uso da cronoanálise, uma técnica da indústria utilizada para avaliar a eficiência e o real tempo dedicado a tarefas que efetivamente agregam valor ao processo. Com essa análise, é possível verificar os pontos que tornam alguns profissionais mais produtivos que outros e identificar procedimentos que otimizam o processo, promovendo o compartilhamento dessas melhores práticas entre a equipe, melhorando o desempenho da operação como um todo.

7. Adequação Salarial

É comum nas empresas encontrarmos pessoas que estão desempenhando as mesmas funções há muito tempo. Estes profissionais têm seu custo aumentado ao longo do tempo, sem que isso seja acompanhado por um aumento na mesma proporção do valor agregado à companhia.

Sendo assim, para manter a estrutura de custos sob controle, é fundamental o estabelecimento de um plano de carreira para que profissionais tenham alternativas de desenvolver novas competências e realizar novas atribuições que geram mais valor à companhia, ao mesmo tempo que tem seu custo aumentado, seja pela correção monetária ou por promoções. Outra alternativa é realizar a renovação dos recursos que não se adequem ao plano de carreira, mantendo o custo controlado, em comparação ao desafio da função. Dessa forma, é possível alinhar a natureza e a complexidade das atividades à senioridade e ao perfil salarial dos colaboradores, dando oportunidades de crescimento para todos.

Com a prática dessas iniciativas é possível garantir uma gestão mais eficiente, tendo como resultados, não somente a redução de custos operacionais e administrativos, como também o aumento do foco em atividades que agregam mais valor ao negócio, como a análise de dados e a identificação de oportunidades que tragam ganhos para a empresa.

Tarcisio Adamek — Diretor de Desempenho Empresarial e CSC da TOTVS Consulting

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

5 dicas para trabalhar bem em equipe

novembro 03, 2017
Ser paciente e buscar o diálogo contribuem para a leveza do clima no ambiente corporativo
trazem os melhores resultados
Assim como a vida pessoal, o dia a dia corporativo é feito tanto de momentos alegres como também de acontecimentos nem sempre agradáveis. Afinal, não é difícil conhecer alguém que já tenha discutido com um colega de trabalho, se desentendido com algum cliente por falhas na comunicação ou até mesmo ficado ressentido pela falta de comprometimento por parte de pessoas próximas no ambiente organizacional.

Mas, apesar de surgirem alguns obstáculos durante o percurso, nem tudo está perdido. De acordo com o escritor norte-americano Patrick Lencioni, autor do livro “Os 5 desafios das equipes”, o trabalho coletivo nada mais é do que o ato de praticar um pequeno conjunto de princípios durante um longo período de tempo. Mas, como lidar com as adversidades do cotidiano profissional e manter todos confiantes, unidos e focados nos mesmos objetivos?

“O sucesso do trabalho em grupo está diretamente ligado à capacidade humana de se relacionar. Qualquer pessoa pode cometer erros, mas, é justamente ao reconhecê-los que é possível superar os conflitos e caminhar para conquistar o que foi traçado previamente”, responde o diretor da Prepara Cursos, Guilherme Maynard.

Abaixo, o executivo dá cinco dicas para quem deseja trabalhar ainda melhor em conjunto e contribuir para o desenvolvimento individual e coletivo.

1 – Seja paciente e aceite as ideias dos companheiros


Nem sempre é fácil conciliar as opiniões de todas as pessoas que fazem parte de uma equipe e, para que não haja nenhum desentendimento, é preciso praticar a paciência, pensar bem antes de falar o que deseja, ouvir e respeitar o que os demais colegas têm a dizer mesmo que não esteja de acordo com os seus argumentos. Aceitar novas ideias – ou mesmo reconhecer que as dos outros colegas são melhores do que a sua – é uma atitude altruísta em prol do objetivo desejado.

2 – Não destrate os colegas e sempre procure dialogar


Como em qualquer nível de relação interpessoal, conflitos podem surgir devido a alguma divergência. Mas, é importante ter em mente de que, por menores que sejam, eles não devem interferir no resultado do trabalho. Uma coisa é não concordar com a ideia apresentada, outra é destratar quem a sugeriu. E se algo o deixou desconfortável, procure expor o seu ponto de vista sem ofender ninguém. Isso ajudará a buscar a melhor solução para resolver quaisquer problemas.

3 – Planejar e saber dividir não faz mal a ninguém


É natural que, ao trabalhar em grupo, algumas pessoas se dispersem mais do que outras. Por isso, é fundamental seguir um planejamento para que o objetivo seja alcançado de maneira eficaz. Lembre-se: o trabalho é coletivo e não individual. Partilhar responsabilidades e informações fará bem a todos os envolvidos.


4 – Ajude e, se precisar, peça ajuda


Não há problema nenhum em colaborar com os seus colegas de equipe e muito menos pedir auxílio caso seja necessário. Isso não diminuirá o resultado do seu esforço, nem fará com que a outra pessoa se sinta inferior por ser ajudada. O resultado final será sempre melhor do que o esperado!

5 – Procure manter a boa convivência


Trabalhar em equipe é uma boa oportunidade para conhecer melhor as pessoas. É uma grande possibilidade para crescer e se desenvolver e também para contribuir para que outros integrantes do grupo também tenham a mesma chance. Laços serão criados e as relações serão ainda mais solidificadas.


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Como vender a ilusão como um produto

agosto 02, 2017

ilusão como produto
Um mendigo não pede dinheiro. Ele vende um produto e é pago por isso. Ele vende a sensação de que, pelo menos uma vez no dia, o cidadão fez uma boa ação. Uma ilusão.

O carinha da Teologia da Prosperidade vende ilusão.

A turma que vende segredos de sucesso na internet vende ilusão.

Esse produto tem forte demanda e rende dividendos que superam os salários de muita carteira assinada. Se, em um dia, de dois em dois reais, um pedinte chegar a R$ 100, em um mês ele tem R$ 3 mil livres de impostos. É uma média tosca, existem as sazonalidades, períodos de chuva, escolha do ponto, mas serve como aproximação.

Na minha caminhada, avistei um sujeito que já é familiar; negro, com uma má formação de nascença, do tamanho de uma criança de seis anos; tem os pés tortos e caminha de um jeito peculiar, mas com desenvoltura. Simpático e acolhedor como poucos vendedores. Em um intervalo de poucos segundos, vi duas pessoas lhe entregarem cédulas.

Ou melhor, adquirirem um produto.

Na porta do banco, um músico tentava vender CDs para transeuntes que aproveitavam o dinheiro do início do mês para pagar as contas nos caixas eletrônicos. Era triste; cada um que ele tentava convencer virava o rosto, um após o outro, com um incômodo palpável. O cara forçava a barra, e sua música -- talvez seja boa -- ficava soterrada sob a tentativa malograda de convencer possíveis clientes. Tudo o que eles viam era um cara desesperado, não um autor de boas músicas.

Seu produto não era a música. Era o desespero. Para isso, não há demanda.

Autor

Sobre
Adm. de Empresas, Gaúcho, Parlamentarista e defensor do Voto Distrital Puro. , Saiba mais

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Viagem sem fim

Pois estamos em um mar com águas turbulenta, com o nosso barquinho que enfrenta piratas e tubarões, entre a voracidade do poder público que nos toma tudo na forma de impostos, e a fragilidade das instituições que estão inseguras, então estão radicalizando, tentando canibalizar quem deles discorda.


São tempos tristes, em que a truculência e a falta de respeito impera… até penso que voltamos (se algum dia saímos) da idade medieval… Vale a lei do mais forte e “Você sabe com quem está falando??”

Nada nos permite acreditar que exista calmaria ali à frente..

Matar um leão por dia não mais nos garante nada e daqui para frente, vai faltar leões (ou serão superfaturados).

Será que cairemos mais uma vez, na farsa do “salvador da pátria” quando na realidade ele são salvadores de si próprios?

Dias duros pela frente…

sábado, 4 de novembro de 2017

7 dicas para melhorar a gestão da sua empresa e aumentar a produtividade

Um dos principais vilões da produtividade em uma organização é o retrabalho

Entregar cada vez mais com menos recurso tem sido um mantra adotado e repetido pela maioria das empresas brasileiras. Porém, à primeira vista, pode parecer contraditório ter uma gestão baseada em redução de custos e aumento de produtividade, sem perder a qualidade de serviços oferecidos.

O segredo para otimizar a estrutura organizacional e garantir uma gestão eficiente dos negócios está na adoção de algumas práticas simples de serem implementadas, seja em Centros de Serviços Compartilhados (CSC) ou em outras áreas administrativas. Para isso, sugiro aplicar metodologias de combate aos sete principais fatores que podem comprometer a produtividade em qualquer empresa.

São eles:

1. Retrabalho

Um dos principais vilões da produtividade em uma organização é o retrabalho. Suas causas podem ser diversas, porém as mais frequentes estão relacionadas às interfaces da área com seus clientes internos e externos, como o recebimento de solicitações em duplicidade, com dados incompletos ou sem a documentação necessária. Fato que pode ser amenizado ao estabelecer regras para solicitar novas demandas, como a criação de formulários com campos de preenchimento obrigatório, a recusa de solicitações incompletas e a definição de prazos limite para as mesmas.

2. Interferências

Estima-se que é necessário entre cinco e dez minutos para retomar a concentração após uma interrupção. As interferências não se resumem a telefonemas e e-mails, mas envolvem também chats e aplicativos de mensagens instantâneas que atrapalham e geram improdutividade, além de aumentar o índice de erros nas atividades. Uma saída segura é adotar um modelo de atendimento que permita organizar e controlar o recebimento de demandas de forma centralizada, “blindando” o restante da equipe das interrupções.

3. Demandas esporádicas ou sem sinergia

Um dos principais desafios de quase todas as empresas é cumprir prazos diferentes para demandas que envolvem diversas áreas e pessoas, o que aumenta a complexidade na gestão e exige uma maior disponibilidade da equipe em possíveis picos. A definição de prazos e cronogramas pré-estabelecidos permitem equalizar este timing e gerar sinergia no processamento das atividades. Estabelecer uma data fixa para o pagamento e dias fixos de contratação são bons exemplos. A consolidação de demandas aumenta a sua previsibilidade e facilita a alocação do time, podendo, inclusive, evitar a necessidade de horas extras excessivas.

4. Burocracia ou atividades desnecessárias

Como o tempo, alguns processos de rotina podem se tornar obsoletos. É o caso do uso de documentos criados para uma necessidade específica e que já não têm mais sentido, a realização de conferências que já são garantidas por sistemas de TI ou a geração de relatórios customizados, que deixaram de ser utilizados. É preciso revisar constantemente os processos para identificar atividades que possam ser eliminadas ou simplificadas.

5. Atividades manuais

Um dos fatores com maior impacto na produtividade são as atividades manuais, muitas vezes decorrentes do uso de diversos sistemas legados, “herdados” de áreas descentralizadas.

Para cada necessidade de negócio, há soluções de automação de processos diferentes, como soluções de BPMs (Business Process Management), Sistemas de Gestão (ERP), entre outras, podendo trazer resultados mais imediatos ou mudanças estruturais mais complexas. Uma tecnologia que vem se tornando uma tendência é a automação de processos via RPA (Robotic Process Automation). Funciona como um assistente virtual que imita atividades realizadas por um humano, automatizando tarefas manuais e repetitivas. O RPA permite uma rápida automação das atividades a um baixo custo de implementação.

6. Ociosidade

É comum observarmos que o trabalho se expande para ocupar todo o tempo disponível. Para avaliar se o volume da demanda está adequado à quantidade de recursos de mão de obra, é necessário avaliar a produtividade individual de cada colaborador. Nas atividades com maior volume, uma boa opção é o uso da cronoanálise, uma técnica da indústria utilizada para avaliar a eficiência e o real tempo dedicado a tarefas que efetivamente agregam valor ao processo. Com essa análise, é possível verificar os pontos que tornam alguns profissionais mais produtivos que outros e identificar procedimentos que otimizam o processo, promovendo o compartilhamento dessas melhores práticas entre a equipe, melhorando o desempenho da operação como um todo.

7. Adequação Salarial

É comum nas empresas encontrarmos pessoas que estão desempenhando as mesmas funções há muito tempo. Estes profissionais têm seu custo aumentado ao longo do tempo, sem que isso seja acompanhado por um aumento na mesma proporção do valor agregado à companhia.

Sendo assim, para manter a estrutura de custos sob controle, é fundamental o estabelecimento de um plano de carreira para que profissionais tenham alternativas de desenvolver novas competências e realizar novas atribuições que geram mais valor à companhia, ao mesmo tempo que tem seu custo aumentado, seja pela correção monetária ou por promoções. Outra alternativa é realizar a renovação dos recursos que não se adequem ao plano de carreira, mantendo o custo controlado, em comparação ao desafio da função. Dessa forma, é possível alinhar a natureza e a complexidade das atividades à senioridade e ao perfil salarial dos colaboradores, dando oportunidades de crescimento para todos.

Com a prática dessas iniciativas é possível garantir uma gestão mais eficiente, tendo como resultados, não somente a redução de custos operacionais e administrativos, como também o aumento do foco em atividades que agregam mais valor ao negócio, como a análise de dados e a identificação de oportunidades que tragam ganhos para a empresa.

Tarcisio Adamek — Diretor de Desempenho Empresarial e CSC da TOTVS Consulting

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

5 dicas para trabalhar bem em equipe

Ser paciente e buscar o diálogo contribuem para a leveza do clima no ambiente corporativo
trazem os melhores resultados
Assim como a vida pessoal, o dia a dia corporativo é feito tanto de momentos alegres como também de acontecimentos nem sempre agradáveis. Afinal, não é difícil conhecer alguém que já tenha discutido com um colega de trabalho, se desentendido com algum cliente por falhas na comunicação ou até mesmo ficado ressentido pela falta de comprometimento por parte de pessoas próximas no ambiente organizacional.

Mas, apesar de surgirem alguns obstáculos durante o percurso, nem tudo está perdido. De acordo com o escritor norte-americano Patrick Lencioni, autor do livro “Os 5 desafios das equipes”, o trabalho coletivo nada mais é do que o ato de praticar um pequeno conjunto de princípios durante um longo período de tempo. Mas, como lidar com as adversidades do cotidiano profissional e manter todos confiantes, unidos e focados nos mesmos objetivos?

“O sucesso do trabalho em grupo está diretamente ligado à capacidade humana de se relacionar. Qualquer pessoa pode cometer erros, mas, é justamente ao reconhecê-los que é possível superar os conflitos e caminhar para conquistar o que foi traçado previamente”, responde o diretor da Prepara Cursos, Guilherme Maynard.

Abaixo, o executivo dá cinco dicas para quem deseja trabalhar ainda melhor em conjunto e contribuir para o desenvolvimento individual e coletivo.

1 – Seja paciente e aceite as ideias dos companheiros


Nem sempre é fácil conciliar as opiniões de todas as pessoas que fazem parte de uma equipe e, para que não haja nenhum desentendimento, é preciso praticar a paciência, pensar bem antes de falar o que deseja, ouvir e respeitar o que os demais colegas têm a dizer mesmo que não esteja de acordo com os seus argumentos. Aceitar novas ideias – ou mesmo reconhecer que as dos outros colegas são melhores do que a sua – é uma atitude altruísta em prol do objetivo desejado.

2 – Não destrate os colegas e sempre procure dialogar


Como em qualquer nível de relação interpessoal, conflitos podem surgir devido a alguma divergência. Mas, é importante ter em mente de que, por menores que sejam, eles não devem interferir no resultado do trabalho. Uma coisa é não concordar com a ideia apresentada, outra é destratar quem a sugeriu. E se algo o deixou desconfortável, procure expor o seu ponto de vista sem ofender ninguém. Isso ajudará a buscar a melhor solução para resolver quaisquer problemas.

3 – Planejar e saber dividir não faz mal a ninguém


É natural que, ao trabalhar em grupo, algumas pessoas se dispersem mais do que outras. Por isso, é fundamental seguir um planejamento para que o objetivo seja alcançado de maneira eficaz. Lembre-se: o trabalho é coletivo e não individual. Partilhar responsabilidades e informações fará bem a todos os envolvidos.


4 – Ajude e, se precisar, peça ajuda


Não há problema nenhum em colaborar com os seus colegas de equipe e muito menos pedir auxílio caso seja necessário. Isso não diminuirá o resultado do seu esforço, nem fará com que a outra pessoa se sinta inferior por ser ajudada. O resultado final será sempre melhor do que o esperado!

5 – Procure manter a boa convivência


Trabalhar em equipe é uma boa oportunidade para conhecer melhor as pessoas. É uma grande possibilidade para crescer e se desenvolver e também para contribuir para que outros integrantes do grupo também tenham a mesma chance. Laços serão criados e as relações serão ainda mais solidificadas.


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Como vender a ilusão como um produto


ilusão como produto
Um mendigo não pede dinheiro. Ele vende um produto e é pago por isso. Ele vende a sensação de que, pelo menos uma vez no dia, o cidadão fez uma boa ação. Uma ilusão.

O carinha da Teologia da Prosperidade vende ilusão.

A turma que vende segredos de sucesso na internet vende ilusão.

Esse produto tem forte demanda e rende dividendos que superam os salários de muita carteira assinada. Se, em um dia, de dois em dois reais, um pedinte chegar a R$ 100, em um mês ele tem R$ 3 mil livres de impostos. É uma média tosca, existem as sazonalidades, períodos de chuva, escolha do ponto, mas serve como aproximação.

Na minha caminhada, avistei um sujeito que já é familiar; negro, com uma má formação de nascença, do tamanho de uma criança de seis anos; tem os pés tortos e caminha de um jeito peculiar, mas com desenvoltura. Simpático e acolhedor como poucos vendedores. Em um intervalo de poucos segundos, vi duas pessoas lhe entregarem cédulas.

Ou melhor, adquirirem um produto.

Na porta do banco, um músico tentava vender CDs para transeuntes que aproveitavam o dinheiro do início do mês para pagar as contas nos caixas eletrônicos. Era triste; cada um que ele tentava convencer virava o rosto, um após o outro, com um incômodo palpável. O cara forçava a barra, e sua música -- talvez seja boa -- ficava soterrada sob a tentativa malograda de convencer possíveis clientes. Tudo o que eles viam era um cara desesperado, não um autor de boas músicas.

Seu produto não era a música. Era o desespero. Para isso, não há demanda.