Concorrência, o maior problema do novo presidente da Ambev - Adm & Cia

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Concorrência, o maior problema do novo presidente da Ambev

Cerveja quente: concorrência da Ambev está fervendo (Imagem: Divulgação/Skol/Twitter
A pressão por resultados, dentro de uma cultura corporativa altamente meritocrática, com certeza não será a maior preocupação do novo presidente da Ambev (ABEV3), Jean Jereissati Neto, que assume o comando da maior cervejaria do país, após a renúncia de Bernardo Pinto Paiva.

Para os analistas, seus maiores rivais serão a forte concorrência no mercado brasileiro e a economia que segue patinando.

Em seu relatório matutino, a Mirae Asset, por exemplo, observa que a “Ambev vem sendo penalizada com a crise econômica, uma vez que o consumo de bebidas e cervejas foi afetado e também pela concorrência de outras empresas de cerveja.”

A Guide Investimentos segue a mesma linha, ao observar que espera que “uma troca no comando da Ambev possa retomar uma trajetória de maior crescimento para a companhia, que nos últimos anos, vem sofrendo com o aumento da concorrência, principalmente no segmento de cervejas.”

Como se sabe, o acirramento da disputa no Brasil com cervejarias de diversos portes (de microcervejarias a gigantes como a Heineken) pesaram sobre os resultados da Ambev.

No terceiro trimestre, a companhia apresentou um lucro 9,7% menor que o do mesmo período do ano passado, somando R$ 2,6 bilhões.

Outros indicadores também se deterioraram. O volume de vendas, no Brasil, recuou 3%, após a companhia elevar os preços das bebidas em meio a um cenário macroeconômico de letargia. A geração de caixa ajustada, medida pelo ebitda, recuou 4%, para R$ 4,4 bilhões.

Entre os fatores que prejudicaram o desempenho trimestral, a Ambev citou os descontos concedidos por alguns rivais nos últimos meses, que contribuíram para reduzir suas vendas e pressionar seus preços.

Novo cenário


A Empiricus acrescenta outros desafios para Jereissati Neto, como “o ambiente atual da indústria (hábitos de consumo, comunicação e competição, por exemplo)”.

No geral, os analistas consideraram a experiência de Jereissati Neto em diversas áreas da Ambev como um ponto positivo, que o qualifica a enfrentar o desafio. A Empiricus considera a mudança “bem-vinda”. 

Já a Guide Investimentos diz que, “apesar de apresentar pouco impacto no curto prazo, esperamos que uma troca no comando da Ambev possa retomar uma trajetória de maior crescimento para a companhia.”

Fonte: Money Times

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Concorrência, o maior problema do novo presidente da Ambev

Cerveja quente: concorrência da Ambev está fervendo (Imagem: Divulgação/Skol/Twitter
A pressão por resultados, dentro de uma cultura corporativa altamente meritocrática, com certeza não será a maior preocupação do novo presidente da Ambev (ABEV3), Jean Jereissati Neto, que assume o comando da maior cervejaria do país, após a renúncia de Bernardo Pinto Paiva.

Para os analistas, seus maiores rivais serão a forte concorrência no mercado brasileiro e a economia que segue patinando.

Em seu relatório matutino, a Mirae Asset, por exemplo, observa que a “Ambev vem sendo penalizada com a crise econômica, uma vez que o consumo de bebidas e cervejas foi afetado e também pela concorrência de outras empresas de cerveja.”

A Guide Investimentos segue a mesma linha, ao observar que espera que “uma troca no comando da Ambev possa retomar uma trajetória de maior crescimento para a companhia, que nos últimos anos, vem sofrendo com o aumento da concorrência, principalmente no segmento de cervejas.”

Como se sabe, o acirramento da disputa no Brasil com cervejarias de diversos portes (de microcervejarias a gigantes como a Heineken) pesaram sobre os resultados da Ambev.

No terceiro trimestre, a companhia apresentou um lucro 9,7% menor que o do mesmo período do ano passado, somando R$ 2,6 bilhões.

Outros indicadores também se deterioraram. O volume de vendas, no Brasil, recuou 3%, após a companhia elevar os preços das bebidas em meio a um cenário macroeconômico de letargia. A geração de caixa ajustada, medida pelo ebitda, recuou 4%, para R$ 4,4 bilhões.

Entre os fatores que prejudicaram o desempenho trimestral, a Ambev citou os descontos concedidos por alguns rivais nos últimos meses, que contribuíram para reduzir suas vendas e pressionar seus preços.

Novo cenário


A Empiricus acrescenta outros desafios para Jereissati Neto, como “o ambiente atual da indústria (hábitos de consumo, comunicação e competição, por exemplo)”.

No geral, os analistas consideraram a experiência de Jereissati Neto em diversas áreas da Ambev como um ponto positivo, que o qualifica a enfrentar o desafio. A Empiricus considera a mudança “bem-vinda”. 

Já a Guide Investimentos diz que, “apesar de apresentar pouco impacto no curto prazo, esperamos que uma troca no comando da Ambev possa retomar uma trajetória de maior crescimento para a companhia.”

Fonte: Money Times

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