Paleontólogos estudam a cloaca de dinossauros a partir de fóssil encontrado na China - Adm & Cia

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Paleontólogos estudam a cloaca de dinossauros a partir de fóssil encontrado na China

Ilustração: Bob Nicholls/Paleocreations.com 2020

Apesar do grande número de fósseis de dinossauros encontrados, de ossos a penas, existe pouco material no registro fóssil para explicar a defecação, micção ou acasalamento dessas criaturas. Felizmente, todas essas três coisas acontecem em um mesmo lugar, e os pesquisadores agora conseguiram obter a primeira visão abrangente do exterior preservado de uma cloaca de dinossauro.

Esta cloaca em particular foi encontrada em um espécime de Psittacosaurus, um dinossauro do Cretáceo que parecia um cruzamento entre um papagaio e um lagarto (não por coincidência, é também o que “Psittacosaurus” significa).

Encontrado em Liaoning, no nordeste da China, grande parte da pele e características externas do dinossauro foram preservadas, desde alguns pelos brotando de sua cauda à pigmentação ao redor de sua cloaca enigmática, dando aos pesquisadores uma noção vívida de como pode ter sido a aparência dos dinossauro em vida.

A análise do orifício traseiro foi publicada na terça-feira (19) na revista Current Biology.

“Toda a magia de uma cloaca acontece por dentro”, disse Jakob Vinther, paleontólogo da Universidade de Bristol e principal autor do recente artigo, em uma vídeo chamada. “O lado de fora é bastante indefinido, e há todos os tipos de coisas incríveis acontecendo lá dentro porque é uma abertura multiuso”.

De forma curiosa, apenas o exterior da cloaca foi preservado. O interior – pelo menos nas criaturas modernas – é onde as mudanças evolutivas mais exclusivas tomam forma, onde os pênis e clitóris dos dinossauros, caso existissem, seriam encontrados. Os restos mortais são uma combinação pontilhada de preto e vinho, não muito diferente de uma pintura rupestre de Lascaux. Há também uma mancha castanha clara que os pesquisadores identificaram como um coprólito: um cocô de dinossauro que nunca viu a luz do dia.

Fonte: Gizmodo

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Paleontólogos estudam a cloaca de dinossauros a partir de fóssil encontrado na China

Ilustração: Bob Nicholls/Paleocreations.com 2020

Apesar do grande número de fósseis de dinossauros encontrados, de ossos a penas, existe pouco material no registro fóssil para explicar a defecação, micção ou acasalamento dessas criaturas. Felizmente, todas essas três coisas acontecem em um mesmo lugar, e os pesquisadores agora conseguiram obter a primeira visão abrangente do exterior preservado de uma cloaca de dinossauro.

Esta cloaca em particular foi encontrada em um espécime de Psittacosaurus, um dinossauro do Cretáceo que parecia um cruzamento entre um papagaio e um lagarto (não por coincidência, é também o que “Psittacosaurus” significa).

Encontrado em Liaoning, no nordeste da China, grande parte da pele e características externas do dinossauro foram preservadas, desde alguns pelos brotando de sua cauda à pigmentação ao redor de sua cloaca enigmática, dando aos pesquisadores uma noção vívida de como pode ter sido a aparência dos dinossauro em vida.

A análise do orifício traseiro foi publicada na terça-feira (19) na revista Current Biology.

“Toda a magia de uma cloaca acontece por dentro”, disse Jakob Vinther, paleontólogo da Universidade de Bristol e principal autor do recente artigo, em uma vídeo chamada. “O lado de fora é bastante indefinido, e há todos os tipos de coisas incríveis acontecendo lá dentro porque é uma abertura multiuso”.

De forma curiosa, apenas o exterior da cloaca foi preservado. O interior – pelo menos nas criaturas modernas – é onde as mudanças evolutivas mais exclusivas tomam forma, onde os pênis e clitóris dos dinossauros, caso existissem, seriam encontrados. Os restos mortais são uma combinação pontilhada de preto e vinho, não muito diferente de uma pintura rupestre de Lascaux. Há também uma mancha castanha clara que os pesquisadores identificaram como um coprólito: um cocô de dinossauro que nunca viu a luz do dia.

Fonte: Gizmodo

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