Custos, o dilema dos preços


Estava mais do que na hora voltar a escrever aqui, retirar a poeira e escrever algo que conheço, por linhas que não planejei, mas aconteceu. Explico : na minha graduação, as áreas que mais chamavam a minha atenção eram Marketing e Finanças (nesta ordem). Por questão de oportunidade, acabei entrando na área de administração de custos. 

A primeira vista não era uma “mulher muito bonita”, mas a medida que convivia melhor com ela, acabei por admirar-la com sincera afeição. Trata-se de uma área estratégica, pois trabalha com definição de politica de preços de produtos e serviços. Trata-se de uma área de gestão complexa e nem sempre tranquila. 

Claro tem a parte ruim de tudo isto, acaba por descobrir o tamanho da “mordida” (e que mordida) dos governos (independente do nível) no preço do produto. Ali embute-se impostos estaduais e federais (e nos serviços alterna o estadual pelo municipal). 

Aquela “sopa” de letrinhas acabava por dar a real dimensão de que o preço entre entre o fabricante, distribuidor e consumidor não era pela ganância dos dois primeiros e sim pelos altos encargos cobrados para sustentar a não tão eficiente administração pública.

Ser um profissional desta área nem sempre dá visibilidade para seu trabalho, porque suas atitudes podem causar alguns conflitos internos com áreas, preocupadas muitas vezes em disponibilizar muitos recursos para suas atividades e os quais nem sempre estarão em nível adequado para suas perspectivas.

Adequar discurso, práticas e dinâmicas para que tudo funcione é uma das faces e habilidades que todo o profissional de custos tem que ter. Então, você que não é da área, não feche a cara quando o pessoal (ou o profissional da área) emitir um sinal de alerta para seu pedido de mais recursos, pode ser que eles estejam em nível critico ou não existam.

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