Dinheiro que vai para o lixo, vira adubo para agricultura familiar



Banco Central do Brasil a cada ano retira de circulação 2,3 milhões de cédulas. Dinheiro até então que ia direto para o lixo depois de picotado. Agora as cédulas que saem de circulação vão virar adubo para lavouras de agricultores familiares do Pará.

Picotado e sem valor, o papel-moeda serve para fertilizar e regenerar os solos da região através de um composto que leva também palhas e restos de frutas e verduras. O projeto da Universidade Federal Rural do Amazonas (UFRA) é um dos preferidos do Banco Central para se adequar à Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Por ano, 2,3 milhões de cédulas são retiradas de circulação, algo próximo a 2 bilhões de toneladas de resíduos. A quantidade é pequena perto das 5,57 bilhões que transitam entre bancos e bolsos.

No entanto, o Banco Central precisa escolher projetos que deem uma destinação sustentável ao “numerário inservível”, nome técnico dado ao “dinheiro velho”.

O projeto da UFRA é o preferido pela autoridade monetária pelo aspecto social, já que pode beneficiar comunidades de agricultores familiares do Pará. O composto orgânico com dinheiro público vai reduzir o custo da produção familiar. A pesquisa, comandada pelo professor Carlos Costa, do Instituto Socioambiental e de Recursos Hídricos da UFRA, está em fase final.

Em novembro desse ano, o Instituto Socioambiental e de Recursos Hídricos da UFRA pedirá a patente do composto orgânico feito com papel-moeda, depois de sofrer a análise de macronutrientes, micronutrientes, metais pesados e grau de humificação de 120 amostras, variando em cada uma a substância orgânica. Esses testes têm o objetivo de verificar, principalmente, a quantidade de nitrogênio, fósforo e potássio, entre outros elementos químicos, necessários para que as plantas cresçam, floresçam e deem frutos.

Em três anos de pesquisa, o Banco Central do Brasil liberou R$ 100 mil em dinheiro (real) para custear bolsas de iniciação científica e despesas com análises químicas.Até agora foram usados 500 quilos de “numerário inservível” da regional do Banco Central em Belém. O objetivo é que todas as 13 toneladas de dinheiro picotado mensalmente virem composto.

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