segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Sexo funciona? pelo menos na publicidade sim

Campanha da cerveja Devassa/Imagem: divulgação
O apelo sexual em propagandas é comum e, às vezes, inevitável. Mas a utilização dele tem uma larga faixa de tempo em que é utilizado, como diriamos, é tão explorado desde os tempos de antanho.

Apesar de ter se modificado ao longo das décadas, assumindo abordagens cada vez mais ousadas, a representação do homem e da mulher, em muitos aspectos, permaneceu quase inalterada por muito tempo. "As atitudes do consumidor ante a propaganda e a marca serão positivas quando for veiculado um modelo do sexo oposto ao seu, e vice-versa", diz Martin Petroll, doutor e autor de pesquisas na área de Marketing e Propaganda. 

"O uso do sexo na propaganda não é recente. Isso porque a utilização de tal apelo pelos publicitários pode ser considerado como um reflexo, um espelho da vida na sociedade. Neste contexto, o corpo foi transformado em um dos principais símbolos e objetos vendáveis e cultuáveis do mundo capitalista".

Em nosso artigo Ficar seminu em loja vela a pena , falei a respeito que para aproveitar uma boa promoção de uma loja, e ganhar roupas de graça, a loja Desigual ofereceu roupas grátis para os primeiros cem clientes que comparecessem vestidos com a roupa de baixo. 

Para quem acha que a ação deu errado, se enganou.

Confira aqui algumas Formas de manifestação sexual na propaganda:

1. Exibição do corpo
A nudez em si, a exploração do corpo humano e da sensualidade como finalidade do produto ou serviço anunciado; sua transformação em símbolo de culto e comércio.
2. Comportamento sexual
Consiste na interação entre os modelos nas propagandas, a insinuação, a provocação, o flerte. É a utilização mais frequente e mais apelativa.
3. Fatores contextuais
São aspectos não inerentes aos modelos em si, mas às situações e locais ou, até mesmo, às técnicas de produção, como o movimento das câmeras.
4. Referências sexuais
Sugere ou insinua o sexo através de formas verbais e/ou visuais, com mensagens de duplo sentido. Petroll destaca que "um exemplo clássico de referências sexuais numa propaganda data dos anos 1980, quando a Calvin Klein veiculou a uma campanha da então desconhecida modelo Brooke Shields vestindo jeans com a seguinte pergunta: 'Você quer saber o que existe entre mim e a minha Calvin? Nada!'. O impacto da frase de duplo sentido foi enorme, graças também a alguns fatores contextuais, como o movimento da câmera, que trilhava o corpo da modelo verticalmente, bem devagar.
5. Formas subliminares
Explora o inconsciente do usuário, implantando mensagens visuais que lembram partes íntimas do corpo de forma imperceptível a olho nu. "Esse reconhecimento inconsciente é sexualmente provocativo e motivante, apesar de o indivíduo muitas vezes não estar consciente das associações sexuais do objeto e dos conteúdos simbólicos", explica.



Um comentário:

  1. Tudo que envolve apelo sexual tem mais visibilidade, mas procura, mais curiosidade e nas propagandas ela é usada em larga escala, não sei se é bom, mas é uma ferramenta de divulgação para as massas.

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Autor

Sobre
Adm. de Empresas, Gaúcho, Parlamentarista e defensor do Voto Distrital Puro. , Saiba mais