Impostos, uma variável incontrolável

Já falei aqui no blog, nos meus artigos anteriores, como o custo de um produto ou serviço é influenciado pelos impostos do governo (indep...

Já falei aqui no blog, nos meus artigos anteriores, como o custo de um produto ou serviço é influenciado pelos impostos do governo (independente de nível). 

Lendo este artigo do Eber Freitas, no portal da Administração (http://www.administradores.com.br) traz uma nova chamada bem interessante: “Você sabe quanto paga de impostos ao consumir um produto básico? : Se a resposta for negativa, não tenha receio: outros consumidores, consultores financeiros e o próprio Estado também não sabem.   

Não é novidade para nenhum cidadão basicamente informado o fato de que o Brasil tem uma maiores cargas tributárias do mundo, perdendo apenas para países desenvolvidos com alto padrão de vida. Ou seja, muitos impostos e serviços/gastos públicos ineficientes.

O que não é muito divulgado é o fato de ser virtualmente impossível determinar com exatidão quanto um consumidor paga ao adquirir um produto comum, como uma xícara de café, água mineral ou sorvete. Motivo: complexidade das regras e leis tributárias vigentes tanto no Brasil quanto nas unidades federativas.

Valendo deste artigo, vamos esmiuçar mais ainda a questão dos custos. Classifiquemos-os pelo método de apuração em variáveis e fixos, controláveis e incontroláveis. 

Quanto ao método de apuração dos custos (1)

Custos Fixos: são os custos que, embora tenham um valor total que não se altera com a variação da quantidade de bens ou serviços produzidos, seu valor unitário se altera de forma inversamente proporcional à alteração da quantidade produzida. Ex.: O pagamento de aluguel. 

Custos Variáveis: são os custos que, em bases unitárias possuem um valor que não se altera com alterações nas quantidades produzidas, porém, cujos valores totais variam em relação direta com a variação das quantidades produzidas. Ex.: Matéria prima. 

Custos Totais: é a soma de Custos Variáveis mais Custos Fixos, representado pela formula CT=CF+CV. 

Custos Diretos: são os custos suscetíveis de serem identificados com os bens ou serviços resultantes, ou seja, têm parcelas definidas apropriadas a cada unidade ou lote produzidas. 

Geralmente são representados por mão-de-obra direta e pelas matérias primas. 

Custos indiretos: todos os outros custos que dependem da adoção de algum critério de rateio para sua atribuição à produção. No jargão da contabilidade brasileira eles são chamados de CIF, de Custos Indiretos de Fabricação.

Custos controláveis e custos não controláveis (2)

Controláveis - O custo sobre o qual o responsável do centro de responsabilidade do custo tem influência sobre  nível de decisão.

Incontroláveis - O custo sobre o qual o responsável do centro de responsabilidade do custo não tem influência, situa-se a outro nível de decisão. 

Explicando e colocando de maneira mais prática que o custo é todo gasto relativo ao processo fabril, como matéria prima, mão de obra e gastos relacionados ao fabricação. Já a despesa relaciona-se com as questões envolvidas com administração, comercial e financeiro (3)

Voltando ao inicio do  artigo : O Imposto entra onde? Entra como um custo variável incontrolável. Sabemos de antemão que o imposto é devido para fabricação de um produto, seja uma unidade, milhares de unidades ou milhões dela. 

O imposto é aquela parcela que sabemos que para onde vai, mas não sabemos os caminhos que depois  ela  se desdobra. Pena que no nosso país, os impostos são em cascata (federais e estaduais) ou municipais (no caso de prestação de serviço). 

Os governos cada vez mais vorazes acabam por pressionar as empresas que, muitas vezes já estão pressionados pelo mercado da concorrência, a diminuírem suas margens de lucro para poder comercializarem seus produtos  e sobreviver. Isto explica, muitas vezes, os preço altos de produtos globalizados e vendidos no mercado interno. 

O Governo é uma variável incontrolável, mas invariavelmente, expropria volumosos recursos do setor produtivo para tocar a máquina estatal, nem sempre eficiente e não disposta a abrir mãos de seus “gordos” ganhos. 

Apenas a crise global de 2008 obrigou o governo abrir as “burras” ao diminuir vários setores do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Agora com as tragédias do Sul (seca) e Sudeste (enchentes) as promessas foram feitas, mas será que os recursos serão alocados nos lugares certos? Fica a dúvida.

Este Custo Brasil (tragédias climáticas + ingerências locais + ingerência federal) é duro demais para nossa população.

(1) Wikipédia – Custo
(2) Thinkfn – Custo
(3) Andréa Sirtori -  Portal da Administração - Sabe a diferença entre os termos Custos e Despesas ?

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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Impostos, uma variável incontrolável

Já falei aqui no blog, nos meus artigos anteriores, como o custo de um produto ou serviço é influenciado pelos impostos do governo (independente de nível). 

Lendo este artigo do Eber Freitas, no portal da Administração (http://www.administradores.com.br) traz uma nova chamada bem interessante: “Você sabe quanto paga de impostos ao consumir um produto básico? : Se a resposta for negativa, não tenha receio: outros consumidores, consultores financeiros e o próprio Estado também não sabem.   

Não é novidade para nenhum cidadão basicamente informado o fato de que o Brasil tem uma maiores cargas tributárias do mundo, perdendo apenas para países desenvolvidos com alto padrão de vida. Ou seja, muitos impostos e serviços/gastos públicos ineficientes.

O que não é muito divulgado é o fato de ser virtualmente impossível determinar com exatidão quanto um consumidor paga ao adquirir um produto comum, como uma xícara de café, água mineral ou sorvete. Motivo: complexidade das regras e leis tributárias vigentes tanto no Brasil quanto nas unidades federativas.

Valendo deste artigo, vamos esmiuçar mais ainda a questão dos custos. Classifiquemos-os pelo método de apuração em variáveis e fixos, controláveis e incontroláveis. 

Quanto ao método de apuração dos custos (1)

Custos Fixos: são os custos que, embora tenham um valor total que não se altera com a variação da quantidade de bens ou serviços produzidos, seu valor unitário se altera de forma inversamente proporcional à alteração da quantidade produzida. Ex.: O pagamento de aluguel. 

Custos Variáveis: são os custos que, em bases unitárias possuem um valor que não se altera com alterações nas quantidades produzidas, porém, cujos valores totais variam em relação direta com a variação das quantidades produzidas. Ex.: Matéria prima. 

Custos Totais: é a soma de Custos Variáveis mais Custos Fixos, representado pela formula CT=CF+CV. 

Custos Diretos: são os custos suscetíveis de serem identificados com os bens ou serviços resultantes, ou seja, têm parcelas definidas apropriadas a cada unidade ou lote produzidas. 

Geralmente são representados por mão-de-obra direta e pelas matérias primas. 

Custos indiretos: todos os outros custos que dependem da adoção de algum critério de rateio para sua atribuição à produção. No jargão da contabilidade brasileira eles são chamados de CIF, de Custos Indiretos de Fabricação.

Custos controláveis e custos não controláveis (2)

Controláveis - O custo sobre o qual o responsável do centro de responsabilidade do custo tem influência sobre  nível de decisão.

Incontroláveis - O custo sobre o qual o responsável do centro de responsabilidade do custo não tem influência, situa-se a outro nível de decisão. 

Explicando e colocando de maneira mais prática que o custo é todo gasto relativo ao processo fabril, como matéria prima, mão de obra e gastos relacionados ao fabricação. Já a despesa relaciona-se com as questões envolvidas com administração, comercial e financeiro (3)

Voltando ao inicio do  artigo : O Imposto entra onde? Entra como um custo variável incontrolável. Sabemos de antemão que o imposto é devido para fabricação de um produto, seja uma unidade, milhares de unidades ou milhões dela. 

O imposto é aquela parcela que sabemos que para onde vai, mas não sabemos os caminhos que depois  ela  se desdobra. Pena que no nosso país, os impostos são em cascata (federais e estaduais) ou municipais (no caso de prestação de serviço). 

Os governos cada vez mais vorazes acabam por pressionar as empresas que, muitas vezes já estão pressionados pelo mercado da concorrência, a diminuírem suas margens de lucro para poder comercializarem seus produtos  e sobreviver. Isto explica, muitas vezes, os preço altos de produtos globalizados e vendidos no mercado interno. 

O Governo é uma variável incontrolável, mas invariavelmente, expropria volumosos recursos do setor produtivo para tocar a máquina estatal, nem sempre eficiente e não disposta a abrir mãos de seus “gordos” ganhos. 

Apenas a crise global de 2008 obrigou o governo abrir as “burras” ao diminuir vários setores do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Agora com as tragédias do Sul (seca) e Sudeste (enchentes) as promessas foram feitas, mas será que os recursos serão alocados nos lugares certos? Fica a dúvida.

Este Custo Brasil (tragédias climáticas + ingerências locais + ingerência federal) é duro demais para nossa população.

(1) Wikipédia – Custo
(2) Thinkfn – Custo
(3) Andréa Sirtori -  Portal da Administração - Sabe a diferença entre os termos Custos e Despesas ?

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